No ano em que se despede do Palácio da Abolição, o governador Cid Gomes (Pros) assume o compromisso não apenas de eleger seu sucessor, mas também de colaborar com a saúde fiscal do Governo Federal em 2014. Extravasar nos gastos para mostrar serviço? Só para quem não for aliado. É que, ao contrário do que acontecia até este ano, a União não tem mais obrigação de cobrir um eventual descumprimento de superávit primário pelos estados. Caberá, portanto, aos governadores controlarem o caixa para ajudarem a presidente Dilma Rousseff (PT) a fechar o ano eleitoral no azul.
O superávit primário é a economia feita pelo poder público para poder pagar os juros da dívida, e também tem papel de controle da inflação. De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a quantia deverá ser de R$ 167 bilhões no próximo ano. O detalhe é que, pelas regras aprovadas pelo Legislativo no fim de novembro, a parte que cabe à União é de R$ 116 bilhões. O restante terá de ser conseguido com o esforço dos governos locais.
Além de poder dividir o peso da responsabilidade com os estados, Dilma conseguiu aliviar o cumprimento da meta do superávit com um dispositivo especial na LDO, que permite que o governo reduza a meta de superávit em até R$ 67 bilhões, desde que use o dinheiro para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – isso, por outro lado, amplia a margem de gastos do Executivo, algo que pode ter efeitos perigosos, conforme O POVO mostrou nas páginas anteriores.
Contenção
Ao mesmo tempo em que permite manobra do superávit, a LDO também delimita alguns arrochos em 2014. A lei não estipula valores, mas alerta que todos Executivo, Legislativo e Judiciário terão de controlar gastos com “mão-de-obra, diárias e passagens, sem comprometer as despesas com segurança pública, fiscalização, vigilância sanitária e epidemiológica, defesa civil, eleições e ações integrantes do PAC, bem como a despesas com a equipe de transição do candidato eleito ao cargo de Presidente da República”. (Hébely Rebouças)
fonte - 0 povo.
fonte - 0 povo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário