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17 de set. de 2014

CASO ISTOÉ PROS atribui a PT vazamento de novos nomes revelados por Paulo Roberto Costa No Ceará, Ciro acusou o senador Eunício de pagar a ISTOÉ para que a revista veiculasse matéria que desabona a imagem de Cid

Hermínia Vieira
jornalismo@cearanews7.com.br


As cúpulas do PROS, PMDB e do PP atribuem o último vazamento de nomes revelados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, a uma operação do PT para retirar o foco do governo Dilma, principal alvo da delação premiada, e pressionar os aliados a participarem da “operação abafa” durante o depoimento do ex-diretor na CPMI da Petrobras. 

A revista ISTOÉ desta semana trouxe à tona outros nomes, além dos já divulgados, citados pelo ex-diretor em delação à Polícia Federal. Da lista, consta o nome do governador do Ceará, Cid Gomes, além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).

No Ceará, o secretário de Saúde do Estado e irmão do governador Cid, Ciro Gomes, foi além e acusou o senador Eunício Oliveira (PMDB), postulante ao Governo do Ceará, de pagar a ISTOÉ para que a revista veiculasse matéria desabonando a imagem de Cid Gomes, como forma de prejudicá-lo neste momento de disputa eleitoral, uma vez que o governador é o principal articulador do rival de Eunício na disputa pelo Abolição, Camilo Santana (PT). 
   
Logo após publicação, à pedido dos advogados do governador, a revista foi tirada de circulação pela Justiça e todas as edições liberadas foram recolhidas. A decisão de Cid Gomes ganhou destaque e foi criticada nacionalmente, por ter sido interpretada como censura à imprensa.





No comentário publicado em seu Facebook, Ciro Gomes voltou a questionar o enriquecimento do senador Eunício, atribuindo o aumento de seu patrimônio ao recebimento de propina. Parte desse dinheiro, disse o irmão de Cid, foi usado para pagar a ISTOÉ.

“Parte deste dinheiro de propinas foi dado à revista ISTOÉ para caluniar o Cid exatamente atribuindo a ele o crime que esta quadrilha vem praticando”, escreveu. 

A coligação de Camilo Santana, “Para o Ceará seguir mudando”, da qual o secretário faz parte, diz que não responde pelas declarações de Ciro. Já o governador do Ceará, ainda não veio à público falar sobre o caso, mas enviou nota à imprensa na qual nga qualquer envolvimento com o delator da Petrobras. 

* Com informações de Cláudio Humberto/Diário do Poder.

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